quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Argentina aplica mais controles sobre importações

O governo da presidente Cristina Kirchner aplicará mais controles sobre os importadores argentinos a partir do dia 1 de fevereiro. Nessa data entra em vigência a resolução 3252 da Administração Federal de Ingressos Públicos ("Afip", a Receita Federal argentina) que determina que todas as empresas que desejem importar produtos do exterior deverão apresentar - de forma prévia - um relatório detalhado ao organismo de arrecadação tributária e outros organismos do governo.

Por trás desta medida estaria o objetivo - a qualquer preço - do governo da presidente Cristina Kirchner de manter um superávit comercial com o mundo de pelo menos US$ 10 bilhões em 2012.

Os analistas em Buenos Aires sustentavam que a medida cria um cenário no qual produto algum poderá ser importado sem a aprovação prévia da Secretaria de Comércio Exterior, Beatriz Paglieri. Ela está na órbita de influência de Guillermo Moreno, Secretário de Comércio Interior, autor de diversas medidas que barraram produtos importados na alfândega argentina nos últimos anos.

A partir do dia 1 de fevereiro, os empresários que desejem importar deverão enviar um mail à secretaria de Moreno para que esta decida se autorizará a compra no exterior ou não. Em 2010 e 2011 Moreno, em diversas ocasiões, emitiu ordens verbais para atrasar a entrada de produtos importados, inclusive do Brasil, no mercado argentino.

Receita

A Afip é comandada por Martín Etchegaray, considerado um dos integrantes da ala "dura" do governo Kirchner. Etchegaray, homem de confiança da presidente Cristina, aplicou nos últimos meses, em sintonia com o secretário Moreno, uma série de medidas para complicar a entrada de produtos importados, entre eles, controles oficiais sobre o mercado de câmbio, que limitaram as operações de compra e venda de dólares. Desde novembro os importadores precisam apresentar, de forma prévia ao pedido de importação, toda a documentação bancária envolvida na transação, para ser analisada pela Afip.

As medidas aplicadas pelo governo Kirchner para restringir as importações, além das modalidades clássicas de licenças não-automáticas, valores-critério, os acordos voluntários de restrição de exportações, incluem a variante de ordens verbais para deter a entrada de produtos na fronteira. Em vários casos, quando os produtos, especialmente alimentícios, já estão dentro do país, ficam bloqueados - sem explicações - por barreiras burocráticas adicionais.

Nem um prego

"Não queremos importar nem um prego! Queremos que tudo seja produto argentino." Esta expressão, pronunciada em tom imperativo por Cristina Kirchner perante centenas de empresários na primeira semana de dezembro, dias antes da posse de seu segundo mandato presidencial deu o tom de como seria a política comercial no novo governo kirchnerista.

"É preciso não depender das importações", sustentou a presidente Cristina na ocasião, além de argumentar a favor da "defesa dos postos de trabalho dos argentinos".

Fonte: NewsComex

Porto Itapoá é o Terminal mais ágil e eficiente do Brasil

  Seguindo um ritmo surpreendente nesta última semana, o Porto Itapoá registrou no sábado, dia 31, a incrível marca de 136 MPH (movimentos por hora) na operação do navio Santa Rita, do armador Hamburg Sud.

Há uma semana, na operação do navio Leblon, o Terminal já havia registrado 130 MPH, e no dia 27, no Cap San Lorenzo, chegou a 128 MPH.

O índice alcançado em Itapoá é o recorde de movimentação de contêineres na América do Sul, posicionando o mais novo Porto brasileiro como o mais ágil e eficiente do continente.

Patrício Junior, Superintendente do Porto Itapoá, confirma a rápida evolução do Terminal. "Para todos nos aqui de Itapoá, este índice mostra como uma empresa consolidada e focada em resultados pode contribuir para o cenário logístico brasileiro. Em sete meses de operação já somos o Terminal mais eficiente da América do Sul, e o mais importante é o fato de alcançarmos este resultado sem nenhum acidente com nossos colaboradores e nenhum contratempo operacional. Fechamos o ano com chave de ouro", finaliza o Superintendente.

Movimentos por Hora - MPH
Este índice e utilizado no meio portuário para medir a produtividade dos terminais. Quanto maior o índice de MPH, mais rápido acontece a operação e menos custo é gerado para armadores, exportadores e importadores.

A agilidade de um Terminal é um de seus principais diferenciais competitivos. Ainda mais em tempos de gigantescos gargalos de infraestrutura enfrentados pelo Brasil nas últimas duas décadas, aumentando significativamente o Custo Brasil no mercado internacional.

Para o Gerente de Operações do Porto Itapoá, Sergni Rosa, que já atuou em alguns dos principais portos do Brasil, além de prestar serviços de consultoria de sistemas operacionais em diversos terminais do mundo, "esta marca de 136 MPH só pode ser alcançada por Terminais modernos, com equipamentos e sistemas operacionais de última geração, como é o caso do Porto Itapoá". (Com Informações da Assessoria de Imprensa)

Fonte: NewsComex

Brazil’s trade policy - Seeking protection

China has become Brazil’s biggest economic partner—and its most difficult one
OPPOSITE Rio de Janeiro’s best-known shopping mall, just before the tunnel that takes drivers to the beach resorts of Copacabana and Ipanema, stands a gleaming new showroom for JAC Motors, a state-owned Chinese car maker. The prominence of the location is appropriate: imported Chinese cars have suddenly become a visible presence on Brazil’s roads. This has alarmed Brazil’s car industry and President Dilma Rousseff’s government. Last month a 30-percentage-point tax increase on cars with less than 65% local content took effect, taking the tax on some imported models to a punitive 55%—on top of import tariffs.

The tax increase is an unusually blatant act of protectionism. It almost certainly violates the rules of the World Trade Organisation, of which Brazil is normally an enthusiastic supporter. It shows how sensitive the government of President Dilma Rousseff is to claims that the country is suffering “de-industrialisation”.

Although the latest figure shows industrial production increasing slightly, it has been broadly flat for more than a year. Economic growth has fallen sharply. But consumer demand remains robust, rising 4.1% last year, says the Central Bank. A bigger share of the market is going to importers—China in particular. Imports of Chinese cars rose almost fivefold last year; the new year has brought complaints of dumping of Chinese mobile phones and shoes.

With extraordinary speed, China has become Brazil’s most important economic partner: total trade between the two countries has risen 17-fold since 2002. But frictions are increasing almost as fast. Although Brazil enjoys a big overall trade surplus with China, most of its exports are of commodities (mainly iron ore, soya beans and crude oil). It has a big deficit in manufactures (see chart).

The reasons are not hard to spot. In recent years Brazil’s manufacturers have been hobbled by a strong currency, high interest rates, high taxes, poor infrastructure and a poorly educated workforce. “Brazil faces a big competitive challenge, and the relationship with China only dramatises that,” says Sérgio Amaral, a former industry minister who chairs the Brazil-China Business Council.

The government’s response is a mix of short-term protectionist measures combined with modest steps towards more constructive longer-term policy changes. The tax rise on cars was announced last September, as part of a new industrial policy. The aim was to bully carmakers without plants in Brazil to hurry up and build them. This seems to be working: JAC Motors, BMW, and Jaguar Land Rover, a unit of India’s Tata Motors, have all announced plans to build factories in Brazil since the import tax was unveiled.

The industrial policy also features an experimental cut in the payroll tax for footwear, textile, furniture and software firms. But officials are at pains to point out that, rather than help specific industries, the main thrust of the new policy is to try to boost competitiveness more generally by promoting innovation, higher education and training.

Many Brazilian industrialists distinguish between Chinese and other competitors. “We don’t believe in protection against efficiency,” insists Roberto Giannetti of São Paulo’s Federation of Industries (FIESP). But he adds that “today we can’t accept China as a fair trader”. FIESP says it did not want the tax increase on imported cars. But it complains that China is dumping diverted exports from depressed Europe. Meanwhile, Brazilian manufacturers trying to export to China face steep non-tariff barriers on manufactured goods, such as obstructive state purchasing agents. Rubens Ricúpero, a former finance minister, thinks that rather than acquiesce in the disappearance of its industries, Brazil will move towards managed trade with China, at least in some sectors.

Two things may serve to reduce some of the trade tensions. The first is that Chinese investment in Brazil is taking off. Until 2009 this amounted to only about $500m. But in 2010 investment of $19 billion was announced, and $12.7 billion finalised, according to calculations by the Brazil-China Business Council, making China the largest single foreign investor in Brazil that year. Of that sum, just three acquisitions (two of oil stakes, and one in electricity distribution) accounted for more than $11 billion. But Chinese firms are also starting to build manufacturing plants in Brazil.

The second emollient is that the real has depreciated by 17% against the dollar since its peak in late July. That is partly because investors fled emerging markets but also because of government intervention, in the form of taxes on short-term capital inflows. At the same time, the Central Bank has taken advantage of the economy’s soft patch to cut its benchmark interest rate, from 12.5% in August to 11%. With inflation at 6.5%, the real interest rate is much lower than at any other time in the past decade.

But industry also wants to see fewer taxes, cheaper energy, less bureaucracy and better transport networks, says Paulo Skaf, FIESP’s president. On these things the government is moving far more slowly, if at all. However narrowly targeted, protectionism will not only raise prices in Brazil but risks sending the wrong message to businesses. Across Latin America, trade with China is growing but partly at the expense of intra-regional trade in manufactures. Brazil should lead a move to tear down all trade barriers within Latin America, thus turning the Chinese challenge into an opportunity, says Mr Amaral.

Fonte: http://www.economist.com/node/21542780

Camex cria novos ex-tarifários e exclui do benefício bens usados, remanufaturados e recondicionados

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou as primeiras resoluções do ano para criar ex-tarifários de Bens Capital e de Informática e Telecomunicações, bem como Sistemas Integrados, com objetivo de reduzir as alíquotas ad valorem do Imposto de Importação.

De acordo com as Resoluções nºs 1 e 2, publicadas no Diário Oficial da União de 13/01/2012, as alíquotas do Imposto de Importação ficam alteradas para 2%, até 31/12/2012. Segundo as normas, os bens que se enquadrem nas descrições dos ex-tarifários criados e que sejam usados, remanufaturados, recondicionados ou submetidos a qualquer tipo de reforma poderão ser importados nas referidas classificações tarifárias, mas não terão direito a usufruir da redução da alíquota do imposto de importação.

A Resolução nº 1 esclarece, ainda, que está mantida a vigência dos ex-tarifários de Bens de Capital criados pelas Resoluções cujos prazos de concessão ainda não tenham expirado e que a alteração do imposto somente poderá ser usufruída por bens importados na condição de novos.

A Camex também atualizou o enquadramento tarifário em adequação à Resolução Camex nº 94/2011 que incorporou ao ordenamento jurídico brasileiro a V Emenda ao Sistema Harmonizado. Assim, o Ex 003 da então NCM 9007.19.00, aprovado pela Resolução nº 96/11, passa a ser classificado no código 9007.10.00.
Também foram aprovadas modificações na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), tendo em vista a incorporação das Resoluções nºs 33/11 e 35/11 do Grupo Mercado Comum do Mercosul ao ordenamento jurídico brasileiro.
Fonte: Aduaneiras

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

China revisa para cima crescimento do PIB em 2010

Expansão da economia asiática foi revisada para 10,4%, levemente acima da estimativa anterior, de 10,3%
PEQUIM - O Escritório Nacional de Estatísticas da China revisou o cálculo sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2010 para 10,4%, levemente acima da estimativa anterior de 10,3% de expansão.

Em um breve comunicado, o organismo não detalhou os motivos do ajuste. A China deverá divulgar o cálculo inicial sobre o PIB de 2011 no dia 17 de janeiro. As informações são da Dow Jones.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,china-revisa-para-cima-crescimento-do-pib-em-2010,98843,0.htm

Governo pode restringir celular chinês

Levantamento mostra que participação da China nesses importados saltou de 54% para 85%, com aparelhos comprados até por US$ 12 


BRASÍLIA - O governo brasileiro pode impor sanções para barrar a entrada indiscriminada de celulares chineses no País, que explodiu em 2011 e ameaça a indústria local. Levantamento da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) a que o ‘Estado’ teve acesso mostra que a participação da China em celulares importados saltou de 54% em fevereiro para 85% em agosto do ano passado.

 - David Gray/Reuters
David Gray/Reuters
 
Fabricantes nacionais acusam os chineses de concorrência desleal, pois há aparelhos sendo importados ao custo de US$ 12, enquanto no Brasil o menor custo de produção desses terminais é de US$ 38.
Há suspeita de que as fábricas chinesas estejam usando o benefício de exportação concedido pelo governo chinês para conquistar espaço no mercado brasileiro. O Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior investiga o caso.

Os celulares importados, que representavam 9% da base de aparelhos vendidos no Brasil em 2009, saltaram para 20% no primeiro semestre de 2011 e devem ter atingido 35% no fim do ano. Em 2011, devem ter sido vendidos 57 milhões de aparelhos, dos quais 20 milhões são chineses, pelos cálculos da Abinee.

Alvos. Os principais alvos de reclamações são as chinesas Alcatel One Touch, Huawei e ZTE, responsáveis por 95% das importações de celulares chineses, revelou uma fonte do setor.
Os terminais com funções para dois ou três chips representaram os maiores volumes de compras externas em 2011, com um salto de 346% ante 2010. "O grande volume de celulares importados da China são populares, com funções para dois ou três chips e não estão entrando no mercado pelo preço que são produzidos", reforçou a fonte.

No levantamento da Abinee, os menores preços de aparelhos foram os da ZTE, que teve mais de 40% dos 2,24 milhões de celulares importados a preços que variam entre US$ 12,44 e US$ 16,67. A Huawei registrou o maior valor de celulares importados: US$ 82,1 milhões, seguida da Alcatel One Touch (US$ 50,4 milhões).

Os fabricantes brasileiros questionam os preços baixos cobrados por essas empresas. "Os preços dos componentes são commodities. Se os componentes representam 80% do custo, como um aparelho chega ao Brasil por US$ 12? O mais barato que conseguiria chegar é US$ 27", afirmou a fonte.
O governo está preocupado com o aumento significativo de celulares chineses a preços baixos no mercado brasileiro. Os dados apresentados pela Abinee estão sendo analisados pelo Ministério do Desenvolvimento.

"A importação de celulares tem chamado a atenção, pois está fora da curva. Estamos estudando quais as medidas serão adotadas para preservar a competitividade da indústria nacional, caso seja averiguado que esses celulares estão entrando no mercado de uma forma nociva", avisa Nelson Fujimoto, secretário de Inovação do ministério. Segundo ele, várias empresas procuraram o Ministério do Desenvolvimento, relatando que US$ 12 refere-se praticamente apenas ao custo da bateria.

Reação

As empresas chinesas reagiram contra as acusações de concorrência desleal da indústria nacional. O presidente da Alcatel One Touch, Marcus Daniel, disse ao Estado que os preços de aparelhos importados pela empresa são resultado de grandes negociações e da estratégia de adotar uma margem pequena de lucro e ganhar em volume.

"É uma estratégia legítima. As empresas chinesas importadoras podem pagar até mais impostos que as nacionais, que têm até certos incentivos para produzir no País", afirmou o executivo. "Nós importamos pagando absolutamente todos os impostos."

O executivo afirma que as empresas brasileiras perderam espaço no mercado porque deixaram de produzir celulares populares, que a despeito da disparada das vendas de smartphones, ainda representam cerca de 75% do mercado.

"Se você não oferece aparelhos mais baratos, é lógico que vai perder 25% do mercado", provocou. "A meu ver, os fabricantes locais estão querendo ter uma reserva de mercado e tirar opções do consumidor. Isso seria um péssimo negócio para as operadoras também", ressaltou.

O executivo reconhece, no entanto, que a empresa adotou uma estratégia mais agressiva em 2011. "Fomos mais agressivos em termos de estoque, pessoas, marketing, em tudo. Mas não é nada que coloque em risco a permanência de empresas no País. O Brasil é a bola da vez e todo mundo quer ter uma participação no País", destacou.

Ele avisa que, caso seja tomada alguma medida contra a importação de celulares, o preço ao consumidor vai subir.

Contestação. Marcelo Najnudel, gerente de marketing da área de terminais da Huawei do Brasil, contesta os preços de importação de celulares levantados pela Abinee. "O dólar FOB (cotação de referência na importação) usado pela Abinee não é o valor de comercialização do produto no Brasil. Sobre esse valor, incide também o custo de importação e outros, que representam quase 60% a mais", argumenta.

O executivo sustenta que, desde que se pague todos dos impostos devidos, não há concorrência desleal. Najnudel pondera que ainda é mais vantajoso produzir na China. "Para competir de igual para igual com a indústria nacional, teríamos de construir uma planta local. Esse é um dos planos, mas, até que isso aconteça, vamos importar." Procurada durante uma semana, a ZTE não se manifestou.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20brasil,governo-pode-restringir-celular-chines,98811,0.htm

Anatel terá de dar aval à importação de celular

Toda importação de celulares terá de passar pelo crivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) antes de o produto ser comercializado no País. Essa é uma das frentes de combate que o governo deve adotar para impedir que aparelhos de má qualidade, que colocam em risco o consumidor, cheguem às prateleiras. Em testes realizados pela agência reguladora foram detectados problemas graves em alguns modelos chineses, que apresentaram até mesmo risco de explosão.“A Anatel fez alguns testes e constatou problema de bateria, de choque elétrico e até mesmo risco de explosão. De cada dez celulares, dois ou três não funcionaram, não conseguiam nem fazer ligação”, disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. O problema foi levado ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.

Possibilidade de ter mais de um chip estimula importação de celulares chineses (Foto: WERTHER SANTANA/AE – 14/6/2010)

Uma das soluções propostas é que a Anatel participe do processo de importação, emitindo uma espécie de selo de qualidade antes de o produto ser comercializado, assim como foi feito com o Inmetro para a importação de brinquedos.

“Quando for feita uma guia da importação, a Anatel vai ser chamada para dar a anuência e fazer os testes com os celulares. É importante protegermos o consumidor”, ressaltou Bernardo.
Maximiliano Salvadori Martinhão, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, explica que hoje o órgão regulador só é acionado depois que o aparelho já está no mercado.
“Qual é a regra? Antes de comercializar, tem de homologar na Anatel. Como a importação já foi feita, a empresa distribui no mercado o produto e o que a Anatel faz é secar gelo”, critica.

Mercado negro

Outra frente que será adotada para combater o “mercado negro de celulares”, segundo o secretário, é que as operadoras de telefonia só poderão habilitar aparelhos certificados pelo órgão regulador.
“Todo aparelho celular tem um número, chamado ‘Imei’. Quando a Anatel certificar, a operadora terá de informar esse número. Os Imeis que não tiverem sido aprovados, não serão habilitados pelas prestadoras”, destaca Martinhão.

A estimativa é que o mercado de celulares importados ilegalmente movimente cerca de R$ 4 bilhões por ano. São cerca de 14 milhões de aparelhos, que correspondem a aproximadamente 20% da base de aparelhos comercializados oficialmente no País, segundo o secretário.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bolso/anatel-tera-de-dar-aval-a-importacao-de-celular/

Vídeo sobre regras de bagagem é lançado pela RFB

Material já está na Internet e ajudará viajantes a entender as normas
 
Já está disponível no sítio da Receita Federal na Internet um vídeo explicativo sobre regras de bagagens. Ele foi gravado na ala de bagagem do aeroporto Internacional de Guarulhos, que recebe o maior fluxo de passageiros do País. O entrevistado, André Martins, chefe do serviço de bagagem, lida com o assunto diariamente e esclareceu as principais dúvidas dos passageiros, como o conceito de bagagem e os limites quantitativos e de isenção. Um dos principais erros dos viajantes é pensar que nenhuma peça de vestuário será tributada. No vídeo, Martins utiliza uma linguagem de fácil entendimento e esclarece, por exemplo, que enxovais para bebê e outros itens não utilizados na viagem não são isentos.
O vídeo, que está legendado em inglês, foi elaborado por servidores da Receita Federal e contêm as informações mais importantes sobre bagagem. O material deverá também ser utilizado em salas de embarque e desembarque, e em voos internacionais.
    
Somente a Alfândega do Aeroporto de Guarulhos estima fechar 2011 com 10,5 mil passageiros não declarantes tributados e arrecadação de R$ 18 milhões. Segundo o Inspetor Edison Takeshi, muitas vezes os passageiros estão desinformados. “Como as pessoas em geral estão mais disponíveis para a comunicação visual, este vídeo é a forma, talvez a mais efetiva, de levarmos informações aos passageiros”, afirma.
 
Em Guarulhos, o vídeo se somará a outros meios já utilizados, como a distribuição de folhetos explicativos. O Inspetor acredita que a comunicação contribui para o controle aduaneiro. “O passageiro sabedor de seus direitos trará somente os bens em quantidade e qualidade permitidos, aumentando a arrecadação espontânea”, explica.
 
Fonte: Assessoria de Comunicação Social - Ascom RFB

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Após resultado histórico, fluxo cambial pode crescer até 15%

Em todo o ano de 2011, o Brasil registrou a entrada de US$ 65,27 bilhões, o que representou o segundo melhor montante da história, a perder apenas para 2007, quando ingressaram US$ 87,45 bilhões. De acordo com os dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC), na comparação com 2010, o crescimento foi de 168%. E segundo especialistas, o fluxo cambial em 2012 pode superar o do ano passado.
Para economistas entrevistados pelo DCI, o resultado é positivo ao verificar que a crise internacional, que tomou conta do noticiário em todo o mundo em 2011, poderia limitar a entrada de recursos estrangeiros. Isto porque, segundo eles, as exportações continuaram aquecidas - principalmente por conta da demanda chinesa -, somadas às boas condições financeiras existentes no País - juros altos e atrativos na Bolsa de Valores de São Paulo.
Segundo o BC, o principal responsável pelo fluxo positivo em 2011 foi o comércio exterior. No ano passado, o ingresso de recursos com as compras externas foi US$ 43,950 bilhões maior do que as saídas para quitar as importações. No total, o Brasil recebeu US$ 251,185 bilhões por vender mercadorias e serviços ao exterior e pagou US$ 207,236 bilhões por comprar em outros países. É a primeira vez desde 2008 que a entrada de dólares pelo comércio exterior supera a participação das operações financeiras.
Na conta financeira, 2011 terminou com entrada de US$ 21,329 bilhões, cifra 18% menor que a verificada em 2010. Nesse valor estão incluídas transações como compra e venda de ações e títulos de renda fixa, empréstimos, remessas de lucros e investimentos produtivos, entre outros. Nessas operações, foram registradas entradas totais de US$ 393,997 bilhões e saídas de US$ 372,669 bilhões.
E pelos últimos dados divulgados e mesmo com a queda prevista da taxa básica de juros (Selic), a tendência é que o fluxo cambial em 2012 repita o mesmo cenário de 2011 no Brasil e que a entrada continue a ser superior às saídas de dólares. "Acredito que 2012, vai surpreender positivamente. Faço parte do grupo um pouco mais otimista que espera que a entrada aumente por volta de 15%, o que seria cerca de US$ 75 bilhões. No começo pode até ser mais complicado, mas o País vai atrair investimento estrangeiro. A surpresa vai vir do fluxo na Bolsa", observa o professor do Ibmec, Alexandre Espírito Santo.
Fabrício Pessato Ferreira, economista e coordenador do curso de Gestão Financeira da Veris IBTA Metrocamp, endossa a opinião do professor do Ibmec. Porém, ele observa que, assim como aconteceu em 2011, os números ligados a serviços - transportes e royalties, por exemplo - e renda - remessa de lucro e dividendos - devem prejudicar as contas externas em 2012.
"A má notícia vai vir desses setores. Em 2011, pelos dados do BC até novembro, serviços registrou saídas de US$ 34 bilhões, e renda, de US$ 40 bilhões. Ao juntar os dois, nota-se que mesmo com o aumento das exportações, isto não vai ser suficiente para cobrir a conta externa do Brasil", explica. "Desta forma, são os recursos estrangeiros que vão compensar o déficit, o que não é bom, já que há muito capital especulativo."
Para ele, o que resolveria o déficit das transações correntes, que é compensado pela entrada de dólares, principalmente por via do investimento estrangeiro direto (IED), seria o governo passar a dar mais incentivos às empresas brasileiras abrirem filiais em outros países. "Este é um bom momento de se pensar nisso, pois com a crise nos Estados Unidos e na Europa, os imóveis nesses locais estão baratos. Com isso, a remessa de lucro e dividendos também se daria desses países para o Brasil, cujo movimento contrário é muito mais intenso, atualmente."
Câmbio
Um cenário que mudou em 2011 comparado a 2010 foi o câmbio. Mesmo com o ingresso de dólar, que na teoria pode favorecer a queda na cotação da moeda americana, durante o ano houve a apreciação cambial. Isto porque, a maior parte dos dólares que ingressou na economia brasileira foi absorvida pelo próprio Banco Central, por meio de operações de compra de divisas nos mercados à vista e a termo. A autoridade monetária adquiriu US$ 50,1 bilhões no ano passado. Sem essa ação, especialistas apontam que o dólar teria operado abaixo de R$ 1,50 no primeiro semestre do ano passado.
Com essa inércia do cenário de 2011 para 2012, Ferreira espera que o câmbio continue apreciado, mas que por conta do ingresso da moeda norte-americana no País fique entre R$ 1,70 a R$ 1,78 por dólar.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria

Saldo comercial brasileiro com a China mais que dobrou em 2011

De US$ 5,1 bi em 2010, superavit sobe para US$ 11,5 bi no ano passado, com avanço de 125%Chineses responderam por mais de 38% do total do superavit brasileiro de 2011, de US$ 29,7 bilhões

Em um ano, o superavit comercial do Brasil com a China mais que dobrou, mostram dados da balança comercial. Em 2010, as vendas brasileiras para o país asiático superaram as importações em US$ 5,1 bilhões. Em 2011, esse saldo foi positivo em
US$ 11,5 bilhões -aumento de 125,5%.
Ou seja, no ano passado os chineses responderam por mais de 38% do total do superavit comercial brasileiro, de US$ 29,7 bilhões.
O dado foi destacado ontem por Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), ao canal de televisão estatal NBR.
"O desafio agora é diversificar nossa pauta exportadora", disse Tatiana, que informou também que o governo quer estimular exportações e acesso a crédito de pequenas e médias empresas.
José Augusto de Castro, presidente em exercício da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), aponta que a disparada no superavit brasileiro com a China é explicada quase exclusivamente pelo aumento nos preços das commodities.
ESPECULAÇÃO
"Dos US$ 40 bilhões que exportamos até novembro para os chineses, US$ 18 bilhões correspondem a minério de ferro, US$ 10,5 bilhões a soja e US$ 4,3 bilhões a petróleo", exemplifica.
"Com exceção de alumínio e de fumo, todas essas commodities nunca foram vendidas pelo Brasil a preços tão altos", completa Castro.
De acordo com ele, há nesse movimento um componente de especulação financeira. Isso porque, devido à crise econômica que afetou países da União Europeia e os Estados Unidos, muitos investidores acabam buscando "refúgio" em alimentos ou em minérios.
"Em algumas Bolsas, fundos negociam 13 vezes o volume efetivo de soja disponível", afirma.
"A cotação da tonelada do grão subiu de US$ 189, em 2000, para US$ 495 em média no ano passado", diz o especialista. Nesse exemplo, o aumento foi de 161,9%.
No caso do minério de ferro, produto com a maior participação nas exportações para o país asiático, o crescimento foi de US$ 19 por tonelada, em média, em 2000, para US$ 126 no ano passado.
"É uma parcela importante da balança comercial sobre a qual o governo brasileiro não tem controle. Ninguém sabe o que pode acontecer com o preço [desses produtos]", afirma Castro.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/18350-saldo-comercial-brasileiro-com-a-china-mais-que-dobrou-em-2011.shtml

Porto de Santos vai dobrar capacidade até 2013

Maior porto da América Latina vai movimentar a mesma quantidade de contêineres que todos os outros portos brasileiros juntos

O Porto de Santos, maior da América Latina, vai dobrar de tamanho até 2013. Sozinho, terá capacidade para movimentar a mesma quantidade de contêineres que todos os outros portos brasileiros juntos: 8 milhões de teus (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Hoje esse número está em 3,2 milhões de teus, afirma o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Roberto Correia Serra.
 
Segundo ele, o aumento da capacidade é resultado de uma série de ampliações, compra de equipamentos de última geração e a entrada em operação de novos projetos privados. Dois deles vão representar 65% de toda ampliação de Santos. O maior é a Embraport, terminal construído na margem esquerda do complexo santista pela Odebrecht Transport, DP World e Grupo Coimex. O empreendimento, de R$ 2,3 bilhões, terá capacidade para 2 milhões de teus e 2 bilhões de litros de etanol.
Na margem direita, está sendo construído o novo terminal da Brasil Terminais Portuários (BTP), controlado pela Europe Terminal. Também vai movimentar contêineres e granéis líquidos, a exemplo da Embraport. Na primeira fase, serão 1,1 milhão de teus e 1,4 milhão de toneladas de líquidos. O investimento total é da ordem de R$ 1,8 bilhão, especialmente por causa das soluções ambientais - o terminal está sendo construído numa área usada por mais de 50 anos como descarte de resíduos do Porto de Santos.
Tanto no caso da Embraport como no da BTP, as operações serão antecipadas para outubro do ano que vem, afirma Serra. Nesse primeiro ano, os dois projetos vão acrescentar cerca de 700 mil teus à capacidade do porto. O restante fica para 2013. O presidente da Codesp lembra que outros operadores do porto, como Santos Brasil, Libra e Tecondi, fizeram investimentos importantes, que vão resultar em aumento da expansão. A compra de equipamentos, por exemplo, eleva a quantidade de movimentos que as empresas podem fazer por hora.
Há ainda investimentos na infraestrutura existente para ampliar a capacidade de movimentação de granéis (líquidos e sólidos). A Copape, localizada na Ilha do Barnabé, iniciou as obras de construção de dois píeres, no valor de R$ 80 milhões. Além disso, a Codesp vai investir R$ 200 milhões no reforço de 1 quilômetros (km) de cais nos trechos operados pela Copersucar e pela Cosan. A obra vai permitir que navios de açúcar e soja aproveitem ao máximo sua capacidade e saiam mais cheios dos terminais, diz Serra.
Gargalo. Segundo ele, com esses investimentos, o importante agora é focar na operação do porto e no acesso terrestre, que não dá conta nem para atender o volume atual. "Do jeito que está não dá para aproveitar todo o aumento da capacidade." Uma prioridade será ampliar a participação da ferrovia em Santos - com expansão do sistema de cremalheira e com o Ferroanel. O executivo diz que apenas 1% da movimentação de contêiner e 10% dos granéis é feita pelos trilhos. O objetivo é elevar a participação média para 25%.
Hoje o porto recebe cerca de 14 mil caminhões por dia, nas duas margens. Cerca de 85% desses veículos chegam entre 8 da manhã e 18 horas. "Falta inteligência de agendamento da carga no porto. O caminhão sai do destino e acha que pode desembarcar em Santos a qualquer hora. Isso precisa mudar." Caso contrário, diz Serra, não adiantará nada investir nas perimetrais de Santos (margens direita e esquerda) e no mergulhão (passagem subterrânea no Valongo).
Além disso, Santos começará a implementar o sistema de tráfego marítimo para controlar desde a chegada do navio, atracação no cais até a saída de Santos. "Esse programa permitirá o tráfego duplo no canal de acesso do porto. Também podemos monitorar a pirataria, a meteorologia, as ondas, os ventos, etc. Com isso, haverá redução do tempo de entrada e saída das embarcações e ganhos de custos."
A implementação do Porto sem Papel, pela Secretaria de Portos, também deverá ajudar a acelerar as operações em Santos. Trata-se de um sistema que vai integrar os seis órgãos públicos - Polícia Federal, Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autoridade portuária, Vigilância Agropecuária Internacional e Marinha do Brasil - de forma a evitar a duplicação de informações e de formulários.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20brasil,porto-de-santos-vai-dobrar-capacidade-ate-2013,98029,0.htm