quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Brasil: investimento estrangeiro vai continuar

O Brasil não está imune de ser contagiado pelas turbulências econômicas que atingem os países ricos e pode sofrer as consequências da desaceleração. No entanto, também pode se beneficiar deste problema ao se transformar em destino de investimentos que seriam feitos nas economias desenvolvidas se não houvesse crise.

Informações divulgadas nesta semana pelo Ministério da Fazenda com levantamento feito pelo Banco Central mostram que o Brasil recebeu, no ano passado, US$ 66,7 bilhões em Investimento Direto Estrangeiro, um recorde. Em 2010, haviam sido investidos desta forma no Brasil US$ 48,4 bilhões e, em 2009, US$ 25,9 bilhões.

Dados da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) também revelados pelo Ministério da Fazenda no documento "Economia brasileira em perspectiva", mostram que o Brasil foi o quarto país que mais recebeu investimentos de outros países em 2011.

Ficou atrás dos Estados Unidos (US$ 210,7 bilhões), China (US$ 202,4 bilhões) e Reino Unido (US$ 77,1 bilhões) e à frente de outros emergentes, como Rússia (US$ 50,8 bilhões) e Índia (US$ 34 bilhões). Ainda conforme o levantamento, os países que mais investiram no Brasil em 2011 foram Estados Unidos (18% do total), Espanha (15%), Bélgica (9%) e Reino Unido (7%).

Se a conjuntura econômica atual não mudar nos próximos anos, o Brasil deverá continuar a ser destino de investimentos. Segundo o economista da consultoria econômica Tendências, Bruno Lavieri, o Brasil vai receber mais investimentos nos próximos anos porque tem segurança jurídica e não oferece riscos como outros países em desenvolvimento.

Lavieri crê que o País manterá o patamar de IDE de 2011, uma previsão melhor do que aquela feita pelo Banco Central. O BC prevê que o Brasil receberá US$ 50 bilhões de IDE em 2012, menos, por tanto, do que em 2011, além de uma grande crise na Europa e, por consequência, maior aversão ao risco. "Nosso cenário é um pouco mais otimista do que o do Banco Central".

O coordenador do curso de Negócios Internacionais e Comércio Exterior do Programa de Educação Continuada da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Evaldo Alves, também prevê que o Brasil continuará a ser destino dos investimentos estrangeiros. "Certamente nos próximos anos nós teremos um investimento parecido com este [registrado em 2011]. A causa disso é a crise nas economias desenvolvidas, que vai se prolongar", diz.

Alves também observa que esses investimentos são "bons" porque a maior parte não é decorrente de fluxo especulativo, mas de dinheiro para ser usado em expansão e produção. Ele observa, porém, que o Brasil pode perder investimentos para outros países emergentes.

"Se não melhorarmos nossa infraestrutura logística, se não reduzirmos nossa alta carga tributária, podemos perder para outros países emergentes. A China é nosso maior parceiro comercial. Porém, também é nosso concorrente", diz.


Fonte: Agência Anba

Índice de clima econômico melhora no Brasil em Janeiro e país retorna à fase de "expansão"

O Índice de Clima Econômico (ICE), medido pela Fundação Getulio Vargas, registrou aumento de 1,4 ponto de outubro do ano passado para janeiro deste ano no país. O ICE brasileiro em janeiro foi 6,2 pontos, ante os 4,8 pontos de outubro de 2011.

O aumento foi percebido tanto no Índice da Situação Atual (ISA) quanto no Índice de Expectativas (IE). No ISA, o aumento foi de 5,8 para 6,3 pontos no período. No IE, o crescimento foi mais expressivo: de 3,7 para 6 pontos.

Como em ambos os índices o Brasil teve mais de 5 pontos, considera-se que o país está em fase de expansão econômica, recuperando-se da fase de declínio de outubro (quando o ISA é superior a 5 e o IE é inferior). As outras fases do ICE são recessão (quando ambos subíndices estão abaixo de 5) e recuperação (quando o IE é superior e o ISA inferior a 5).

Na média, a América Latina teve aumento de 4,4 para 5 pontos. Entre os 11 países latinoamericanos pesquisados, o Brasil teve o quarto melhor Índice de Clima Econômico, ficando atrás apenas da Colômbia (6,7), do Peru (6,4) e do Uruguai (6,3).

O Brasil também obteve índice melhor do que a Índia (5,2), a Rússia (4,8), a China (4,2), a Alemanha (5,5), os Estados Unidos (5,3), o Japão (4,4), o Reino Unido (4,2), a França (3,2) e a média da União Europeia (4,2).

O Índice de Clima Econômico é calculado, em parceria com o instituto alemão Ifo, com base em notas de 1 a 9 atribuídas por especialistas em economia de cada país.


Fonte: Agência Brasil

Estados voltam a discutir "guerra dos portos"


Outra faceta da guerra fiscal, a chamada "guerra dos portos", voltou à tona neste começo de ano. Desde 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF), ao conceder 14 ações de inconstitucionalidade (Adin), dá sinais de que benefícios fiscais oferecidos por alguns estados brasileiros, sem aprovação no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), não serão tolerados, inclusive aqueles dados às importações em portos brasileiros. Com a expectativa de que as compras externas irão aumentar em 2012, diferentemente das exportações, industriais liderados por São Paulo, lutam para que uma solução seja tomada o mais breve possível.

De acordo com estudo divulgado ano passado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), de 2001 para 2010, a "guerra dos portos" impediu a economia brasileira de crescer 0,6%, além de que um total de 771 mil novos empregos foi perdido com essa disputa. Se as concessões continuarem, a Fiesp estima que mais 859 mil vagas de trabalho deixarão de ser geradas.
A pesquisa aponta que os estados que concedem benefícios fiscais nas importações são: Santa Catarina, Pernambuco, Paraná, Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Sergipe, Espírito Santo e Alagoas. O ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero afirma que as duas unidades da federação que se tornaram mais conhecidos foram Santa Catarina e o Espírito Santo.
"Essa [guerra dos portos] é uma situação absurda porque além dos chineses já terem uma série de vantagens e pagarem carga tributária pequena, juros baixos e câmbio atrativo, eles não pagam os impostos que os demais contribuintes pagam de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços]. Ou seja, o produto similar àquele que está entrando por Itajaí, se vier de São Paulo ou do Rio Grande do Sul, paga ICMS. O produto chinês não paga. O curioso é que, embora todo mundo ache isso absurdo, ninguém resolve", comentou o ex-ministro ao DCI.

O ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, endossa a opinião de Ricupero, e afirma que essas concessões são ilegais. Os estados só podem dar esses incentivos mediante aprovação do Confaz, o que não foi feito em nenhum dos casos. Segundo ele, nas Adins anunciadas no ano passado, os benefícios nas importações foram mencionados.

O coordenador-técnico da Administração Tributária da Secretaria da Fazenda de São Paulo, José Clovis Cabrera, destaca que o estado, que lidera o grupo pelo fim dos incentivos fiscais, é a principal vítima da guerra. "São Paulo é o maior mercado consumidor, e a tendência de que pague uma conta maior com a renúncia de impostos", entende.

A defesa das unidades da federação é de que precisam atrair investimentos por meio da instalação de novas fábricas. O secretário da Fazenda de Santa Catarina, Nelson Serpa, tem essa opinião. Ele diz que "a concessão de benefícios fiscais foi uma forma encontrada pelos estados brasileiros para suprir a falta de uma política industrial que atenda todo o território nacional".

No caso das importações, os incentivos eram oferecidos por meio do programa chamado Pró-emprego, criado em 2007. Deste ano até 2011, foram captados investimentos de R$ 16,8 bilhões, por meio da inscrição de 695 empresas, no total. Contudo, Serpa afirmou que "os artigos foram revogados para demonstrar a intenção de Santa Catarina de contribuir para a resolução da questão da guerra fiscal". Por outro lado, os contratos estabelecidos antes dessa revogação serão respeitados, portanto, não haverá restituição de impostos.

Cabrera é totalmente contra a esse ato, porque, segundo ele, manter os benefícios continua sendo inconstitucional. O coordenador da Fazenda paulista comenta ainda que a situação piorou depois que as Adins foram anunciadas. "Todo mundo quer pegar o incentivo que sobrar. E como dissessem 'vamos correr com o que sobra para garantir as vantagens'. Nos últimos meses acontece um recrudescimento da oferta de benefícios, de maneira quase desmedida."


Prejuízos

Na semana passada, o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti, disse que a produção industrial variou 0,3% entre 2010 e 2011. E um dos fatores que colaborou com isso foi "a prolongação contínua da desvalorização cambial, o que faz a indústria perder seu papel no mercado nacional para a importação". Para ele, resolver a guerra fiscal ajudaria a indústria brasileira.

Já o secretário da Fazenda de Santa Catarina, assim como a secretaria de Espírito Santo, afirma que a redução de impostos nas importações não são os que prejudicam a balança comercial brasileira. "Os benefícios concedidos pelos estados se aplicam a apenas 0,9% dos produtos importados pelo Brasil", explicou a Fazenda do estado do Sudeste, por meio de nota enviada ao DCI.

Segundo a secretaria de Espírito Santo, o estado, assim como quase todas as outras unidades da Federação, concede benefícios em alguns setores, visando à atração de indústrias. No caso desse estado, o incentivo que eles chamam de "financeiro" é dado por meio do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap), criado em 1970. De acordo com a nota, o ICMS arrecadado por empresas do Fundap representa cerca de 30% do total de ICMS recolhido no estado.
"É importante ressaltar que o Fundap é um benefício financeiro, diferente de benefícios fiscais, porque também protege alguns produtos da indústria", destacou a Fazenda capixaba.
Cabrera diz que todos os benefícios de Confaz para importação têm a cláusula da similaridade. Isto é, um produto só é importado quando não tem parecido na produção brasileira. "O problema é que vem muito insumo que tem produção no País, como bobina de aço por exemplo. Há uma avalanche de produtos siderúrgicos vindos por meio de benefícios fiscais em portos brasileiros."
Para Everardo Maciel, não importa se a importação tem ou não a clausula de similaridade. "A questão é que a concessão de benefícios é ilegal e ponto", conclui.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria

Logística reversa: o transporte de trás pra frente

Com o crescente volume de negócios em escala mundial e a imensa quantidade de produtos transportados diariamente, aumenta também a quantidade de lixo gerado e de materiais que precisam ser mandados de volta à sua origem. Esse tráfego de produtos no sentido contrário da cadeia de produção normal (dos clientes em direção às indústrias) precisa ser tratado adequadamente, para evitar trabalho e custos extras.

A logística reversa é a área responsável por este fluxo reverso de produtos, seja qual for o motivo: reciclagem, reuso, recall, devoluções, etc. A importância deste processo reside em dois extremos: em um, as regulamentações, que exigem o tratamento de alguns produtos após seu uso (como as embalagens de agrotóxicos ou baterias de celulares); na outra ponta, a possibilidade de agregar valor ao que seria lixo. Veremos mais detalhes ao longo deste artigo.

Com o aumento das pressões da sociedade para produtos e processos ecologicamente corretos, a reciclagem ganha força e a logística reversa é um dos principais motores deste movimento. Além de contribuir legitimamente para a redução dos impactos ao meio ambiente há um ganho de imagem para a empresa que o faz. Há exemplos de reciclagem que já são práticas comuns: latas de alumínio, garrafas pet, papel, dentre outros itens de pós-consumo.

Há também a reutilização, notadamente com as sobras industriais, partes de equipamentos e sucatas em geral. No entanto, existe também o fluxo de produtos do consumidor de volta ao vendedor por iniciativa do usuário: quando ele não está satisfeito com uma compra, ele devolve o produto (bastante comum no comércio eletrônico ou erro de escolha do produto em lojas físicas).

De maneira geral, três fatores estimulam o retorno de produtos: (1) consciência cada vez maior da população para a necessidade de reciclar e de se preocupar com o meio ambiente; (2) melhores tecnologias capazes de reaproveitar componentes e aumentar a reciclagem; (3) questões legais, quando a legislação obriga que as empresas recolham e dêem destino apropriado aos produtos após o uso.

Do ponto de vista das empresas, alguns cuidados precisam ser tomados. Nos locais de armazenagem, faz-se necessário estruturar sistemas capazes de lidar com estes volumes crescentes (e dificilmente previsíveis). Além disso, assim como a logística tradicional, a logística reversa tem como um dos principais componentes os sistemas de transporte. É necessário que os sistemas de roteamento sejam capazes de solucionar os complexos problemas de entregas e coletas simultaneamente, levando em conta, dentre outras restrições, as capacidades dos caminhões e os intervalos de tempo (este problema é chamado tecnicamente de pickup and delivery routing problem).

Identificar as melhores estruturas de transporte capazes de recolher estes produtos, normalmente muito dispersos nos centros de consumo, e levá-los de volta às fábricas ou centros de tratamento é um grande desafio que precisa ser corretamente modelado. As práticas neste recente segmento ainda não estão consolidadas, e há espaço para diversas inovações.

Portanto, faz-se necessário planejar estrategicamente os sistemas internos (gerenciamento de estoques, sistemas de informação, espaço físico) e externos (transporte e relacionamento com clientes), a fim de aproveitar este novo mercado, atraindo e fidelizando clientes com mais uma opção de serviço pós-venda.

Fonte: NewsComex

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Aeroporto de Salvador, Confins e Galeão devem ser leiloados

O aeroporto de Salvador (BA) participará de licitação juntamente aos aeroportos do Galeão (RJ) e Confins (MG), de acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo publicadas nesta quarta-feira. Conforme a publicação, o governo quer aproveitar o sucesso do último leilão para acelerar a nova rodada de licitações.

A previsão é que ela termine no início de 2013. Em 2011, o volume de passageiros no aeroporto de Salvador foi de 8,3 milhões.

O governo ainda analisa se manterá o formato do leilão, com três aeroportos de uma vez, ou se aumenta para cinco. Nesse caso, entrariam na lista os aeroportos de Manaus (AM) e Foz do Iguaçu (PR), diz o jornal.

Fonte: NewsComex

Governo argentino garante que novo regime de importação não prejudicará indústria brasileira

O governo argentino garantiu hoje (2) que o novo regime de importação, em vigor desde ontem (1º), não prejudicará a indústria brasileira. A saída para manter o comércio bilateral, em um ano de crise internacional e crescimento econômico menor na região, seria aumentar, tanto as compras brasileiras de produtos argentinos, como as importações argentinas de bens e serviços brasileiros.

O assunto foi um dos temas de uma reunião de duas horas, hoje, do presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, com a equipe econômica argentina. Participaram do encontro os ministros da Economia, Hernando Lorenzino, e da Indústria e Comércio, Debora Giorgi, além dos secretários de Comércio Exterior, Beatriz Paglieri, e do Comércio Interior, Guillermo Moreno.

"Foi uma reunião muito positiva", disse Skaf, ao sair da reunião. "Tive a afirmação, por parte do governo argentino, de que não haverá prejuízos [para a indústria brasileira], mas que haverá soluções." Segundo ele, o aumento das importações de insumos argentinos para a indústria naval do Brasil também foi discutido. No encontro, não se falou sobre os produtos que haviam sido importados antes da entrada em vigor das novas normas e que estão parados nos portos e nas alfândegas - entre eles, tomates em conserva, milho e eletrodomésticos da linha branca.

Pelas novas normas, os importadores argentinos têm que pedir autorização prévia, antes de comprar no exterior, tanto a Afip (Receita Federal local) como a Guillermo Moreno, autoridade que tem a palavra final. O governo tem até treze dias úteis para responder a cada pedido.

A medida foi implementada às pressas porque a Argentina tem um problema de caixa e precisa manter um superávit na balança comercial de pelo menos US$ 10 bilhões. Com a crise internacional, fica mais difícil exportar e todos querem colocar seus produtos no mercado. Daí a necessidade do governo argentino de contar com um sistema ágil para controlar as importações.

"Este ano a Argentina terá que importar US$ 7 bilhões de energia elétrica - mais que o triplo do que importou em 2011", disse à Agência Brasil o economista Marcelo Elisondo, diretor da consultora DNI. "É o superávit comercial uma das principais fontes de recursos da Argentina, que não tem acesso a créditos externos, desde que decretou a moratória da dívida em 2001. O governo também precisa de dinheiro para financiar as empresas estatais, os planos sociais e os aumentos salariais do setor público. E como a economia este ano só deve crescer 3,5%, ou seja um terço do que cresceu em 2011, a arrecadação de impostos também será menor", concluiu.

Antes da reunião com a equipe econômica argentina, Skaf também se reuniu com representantes das principais empresas brasileiras na Argentina, para ouvir as dificuldades que cada setor tem enfrentado. "A maior preocupação dos empresários é que ninguém sabe ao certo como funcionarão as medidas. Ou seja, tem um clima de incerteza", disse o presidente da Câmara de Comércio Argentino Brasileira, Jorge Rodriguez Aparício. "Varias empresas que estão importando bens de capital, para produzir aqui, estão com dificuldades. Mas é preciso aguardar alguns dias para ver como funcionarão as novas medidas", completou.

Fonte: Agência Brasil

México rejeita revisão de pacto automotivo com o Mercosul

O México não aceita rever o acordo automotivo com o Mercosul, informa comunicado oficial divulgado ontem. Uma delegação de negociadores está no País desde a última terça-feira para uma rodada de conversas a ser encerrada amanhã, mas a disposição de mudar as regras é zero. - O comunicado afirma que o Acordo de Complementação Econômica (ACE) 55, assinado em 2003, fez o comércio de automóveis subir de pouco mais de US$ 1,1 bilhão para US$ 2,5 bilhões em 2011, além de desenvolver a indústria regional de autopeças. "Devido à importância bilateral do ACE 55, o governo mexicano buscará não negociá-lo", ressalta o documento.
Apesar do claro posicionamento contrário dos mexicanos, o lado brasileiro insiste no diálogo. "O governo mantém a disposição de renegociar o acordo [automotivo]", informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
Técnicos de Brasil e México mantiveram reuniões na noite de terça e ao longo do dia de ontem. A previsão é que essa etapa seja encerrada amanhã à noite. A delegação mexicana é chefiada pelo subsecretário de Comércio Exterior, Francisco de Rosenzweig, da Secretaria de Economia, e pelo embaixador Rogelio Granguillhome Morfin, da Secretaria de Relações Exteriores.
A reunião foi acertada na semana passada em conversa da presidente Dilma Rousseff com o presidente do México, Felipe Calderón, depois que o Brasil ameaçou romper de forma unilateral o acordo automotivo. A avaliação do lado brasileiro é de que ele tem sido desvantajoso.
Fonte: Diário do Comércio e Indústria